A Responsabilidade Social no Brasil: O Caso da Cooperativa Cocamar

Fernando Serra, Manuel Portugal Ferreira, Wagner Teixeira
DOI: https://doi.org/10.5329/RECADM.20080702003

Texto completo:

Artigo

Resumo

Neste trabalho foi analisado como a responsabilidade social e ambiental se inserem na estratégia da Cooperativa Agroindustrial de Maringá - COCAMAR, Paraná. O estudo do caso é apoiado em dados primários e secundários, em particular em entrevistas com os colaboradores da COCAMAR diretamente envolvidos nos programas de responsabilidade social e ambiental. Estão ilustradas as mudanças organizacionais e dos valores culturais da cooperativa que suportam o leque de projetos sociais desenvolvidos junto à comunidade interna e externa. Concluiu-se com a análise de como a responsabilidade social corporativa pode se inserir na estratégia das cooperativas, implicações para a teoria e a prática e sugestão de investigações futuras. No caso da COCAMAR a responsabilidade social faz parte de suas ações estratégicas o que confere com a visão moderna de cooperativas. Adicionalmente a empresa participa de ações deste tipo, mas possui projetos próprios além de envolver seus cooperados. Mesmo durante períodos de dificuldade e apesar da competição acirrada, manteve suas iniciativas de responsabilidade social. Entretanto, ainda não possui qualquer certificação em normas relacionadas ou se utiliza adequadamente de ações de marketing para potencializar a imagem.


Palavras-chave

Responsabilidade social; Responsabilidade ambiental; Estratégia empresarial; Cooperativas


Referências


ALENCAR, E. Introdução à metodologia da pesquisa. Lavras: UFLA/FAEPE, 2000.

ALEXANDER, J. C. A importância dos clássicos. In: Teoria social hoje. GIDDENS, A.; TURNER, J. (orgs.). São Paulo: UNESP, 1999.

BOWRING, M. A. De/constructing theory a look at the institucional theory that positivism built. Journal of management inquiry, v. 9, n. 3, September 2000, p. 258-270.

CAVALCANTI, C. Desenvolvimento e natureza: estudos para uma

sociedade sustentável. São Paulo: Cortez, 1995

EHLERS, E. M. Agricultura sustentável: origens e perspectivas de um novo paradigma. 2. ed. Guaíba: Agropecuária, 1999.

FERREIRA, L. da C.; FERREIRA L. da C. Limites ecossistêmicos: novos dilemas e desafios para o Estado e para a sociedade. In HOGAN, D. J.; VIEIRA, P. F. (Orgs.). Dilemas socioambientais e

desenvolvimento sustentável. 2. ed. Campinas: Ed. da UNICAMP, 1995.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

LAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artes Médicas; Belo Horizonte: UFMG, 1999.

LIMA, F. R., RIBEIRO, A. G. Alternativas sustentáveis para a redução da vulnerabilidade socioeconômica e ambiental da agricultura familiar na região do cerrado mineiro: os casos de

Uberlândia e Patrocínio. In: II Simpósio Regional de Geografia: “Perspectivas para o Cerrado no Século XXI”, Uberlândia, 2003.

MACHADO-DA-SILVA, C.; GONÇALVES S. A. Mudança organizacional, esquemas interpretativos e contexto institucional: dois casos ilustrativos. Revista de estudos organizacionais. Maringá, v. 1, n. 2, p. 1-16, jul. 2000.

MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. V. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003. MDA/CONDRAF. Diretrizes para o desenvolvimento sustentável. Ministério do desenvolvimento agrário. DF: Brasília, 2006.

PECI, A. A nova teoria institucional em estudos organizacionais: uma abordagem crítica. IN: Anais do XXIX Enanpad, 2005, Brasília, DF, 18-21 Setembro.

SACHS, I. Desenvolvimento includente, sustentável, sustentado. Rio de Janeiro: Garamond, 2004.

SILVA, L. L. O papel do Estado no processo de ocupação das áreas de cerrado entre as décadas de 60 e 80. Uberlândia: Caminhos de geografia – Revista On-Line, 1(2), p. 24-36, dez./2000.

SILVA, C. L. da; MENDES, J. T. G. Reflexões sobre o desenvolvimento sustentável: agentes e interações sob a ótica multidisciplinar. Petrópolis: Vozes, 2005.

TOLBERT, P. S., ZUCKER, L. G. A institucionalização da teoria institucional. In: Handbook de estudos organizacionais: modelos

de análise e novas questões em estudos organizacionais. v. 1. p. 194-217. São Paulo: Atlas, 2006.

VASCONCELOS, V. F., SANTOS, R. J. dos. A chegada do projeto PRODECER-I em Iraí de Minas e os migrantes. In: II Simpósio Regional de Geografia: “Perspectivas para o Cerrado no Século

XXI”, Uberlândia, 2003.

VIOLA, E. J.; LEIS, H. R. A evolução das políticas ambientais no Brasil, 1971-1991: do bissetorialismo preservacionista para o multissetorialismo orientado para o desenvolvimento sustentável. In HOGAN, D. J.; VIEIRA, P. F. (Orgs.). Dilemas socioambientais e desenvolvimento sustentável. 2. ed. Campinas: UNICAMP, 1995.

ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO DO BAIXO RIO PARANAÍBA: Subsídios técnicos. Relatório Final. Brasília: MMA/SDS, 2002.

ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS (ZEE-MG). Relatório. Lavras: Editora UFLA, 2008.




Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.