Educação em Administração e Emancipação: concepções de estudantes de graduação a partir da fenomenografia

Anderson dos Santos, Gracyanne Freire de Araujo
DOI: https://doi.org/10.21529/RECADM.2026008

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Resumen

Reconhecendo a importância da formação crítica dos administradores em um contexto de semiformação discutida por Adorno, que privilegia a emancipação do indivíduo por meio de uma educação que estimule a reflexão e a autonomia, este artigo tem como objetivo desvelar as concepções de estudantes de graduação em Administração sobre a emancipação. Como abordagem metodológica, adotamos a fenomenografia, que se baseia em uma pesquisa empírica com estudantes do curso de Administração de uma universidade pública. Para a análise dos dados, empregamos o software Atlas.ti. Os resultados apontam quatro dimensões empíricas acerca das concepções dos estudantes em relação à emancipação: (1) educação crítico-emancipatória; (2) potenciais curriculares emancipatórios; (3) características emancipadoras; (4) papel social do administrador; e, ao mesmo tempo, identificaram-se quatro barreiras associadas ao modelo de educação em Administração que dificultam a consolidação da emancipação no processo formativo: (1) falta de abordagem crítico-emancipatória; (2) falta de aplicação teoria-prática; (3) reprodução do conhecimento; (4) passividade dos estudantes. Ademais, esta pesquisa contribui para o avanço da literatura sobre Educação em Administração ao destacar a importância da formação crítica, alinhada com as ideias de Adorno sobre emancipação, autonomia e transformação social. Para a prática, este estudo ressalta a necessidade de que as instituições de ensino e os docentes insiram práticas educativas interdisciplinares capazes de proporcionar uma formação crítica, emancipatória e autônoma nos cursos de Administração.


Palabras clave

educação em administração; adorno; emancipação; formação crítica; fenomenografia


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